RESUMO (Pag. 125 à 145)
Sexualidade em sala de aula: discurso, desejo e teoria queer
Ainda hoje o tema Sexualidade ainda é
considerado um tabu dentro das instituições de ensino. Todos os professores têm
consciência de que ao receber seus alunos, estes devem ser considerados como
pessoas puras, ou seja, sem pensamentos, em abstração.
Tendo isso em mente, devemos
compreender que a escola é responsável pela estruturação das identidades
sociais de forma geral, até mesmo na sexualidade.
Lidamos com a temática sexual
constantemente através dos meios de comunicação e a TV é o principal meio,
fazendo com que todos tenham visões diversificadas da sexualidade, portanto
cabe a todos os educadores se familiarizarem com todas as questões referentes à
sexualidade por necessidade de que a educação apresente visões alternativas
sobre a sexualidade. Os educadores têm a necessidade de se familiarizar
constantemente com outros discursos e teorias que possam apresentar
alternativas de compreensão de vida social.
A modernidade pode ser
entendida com um processo de formar pessoas de forma restrita e arbitraria. Com
o inicio do século XX, monoculturalismo ganha ênfase através de manifestações
realizadas pelos grupos de minoria (Gays, lésbicas, negros, feminismo, etc.),
colocando sob ataque a sociedade que os discriminavam.
Todavia, a visão
multi/intercultural se baseia na compreensão de que somos seres do discurso e
que somos constituídos pelos significados diversificados em que vivemos.
Devemos compreender que convivemos com
diversas culturas.
A palavra Queer tem significado
com ESTRANHO, queer também é uma forma antiga de se referir com agressividade
aos homossexuais, porém a palavra foi reformulada e enfim adaptada para virar
de ponta cabeça seu significado real.
A abordagem queer desestabiliza
a posição privilegiada de heteronormatividade, à qual é dado o direito de
tolerar outras sexualidades, tem o objetivo de não contemplar qualquer sentido
de normalidade para a sexualidade, inclusive da heterossexualidade. Essa
abordagem é muito mais transgressiva do que aquela que defende a política da
identidade calcada em visões essencialistas da sexualidade.
Evidentemente existem
professores que não se sentem à vontade ao discutirem o tema Sexualidade em
sala de aula por medo de serem taxados por terem algum posicionamento, falta
portanto algum preparo à eles.
Uma das características da
teorização é recusar qualquer essência para a sexualidade, uma vez que a
posição queer não se qualifica por uma atitude defensiva em relação à
sexualidade de qualquer gênero.
Não faz sentido a sociedade, ou
até mesmo educadores, prescreverem ou apresentarem debates ou idéias que
impeças as pessoas de procurarem sua felicidade na questão sexual, pois não
existe um modelo exato para que nos basearmos e apontarmos.
ALUNO: JOSÉ REINALDO GEROTTI JUNIOR
R.A: 6446312103
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