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sábado, 6 de abril de 2013


RESUMO (Pag. 125 à 145)


Sexualidade em sala de aula: discurso, desejo e teoria queer

  Ainda hoje o tema Sexualidade ainda é considerado um tabu dentro das instituições de ensino. Todos os professores têm consciência de que ao receber seus alunos, estes devem ser considerados como pessoas puras, ou seja, sem pensamentos, em abstração. 
 Tendo isso em mente, devemos compreender que a escola é responsável pela estruturação das identidades sociais de forma geral, até mesmo na sexualidade.
 Lidamos com a temática sexual constantemente através dos meios de comunicação e a TV é o principal meio, fazendo com que todos tenham visões diversificadas da sexualidade, portanto cabe a todos os educadores se familiarizarem com todas as questões referentes à sexualidade por necessidade de que a educação apresente visões alternativas sobre a sexualidade. Os educadores têm a necessidade de se familiarizar constantemente com outros discursos e teorias que possam apresentar alternativas de compreensão de vida social.
 A modernidade pode ser entendida com um processo de formar pessoas de forma restrita e arbitraria. Com o inicio do século XX, monoculturalismo ganha ênfase através de manifestações realizadas pelos grupos de minoria (Gays, lésbicas, negros, feminismo, etc.), colocando sob ataque a sociedade que os discriminavam.
 Todavia, a visão multi/intercultural se baseia na compreensão de que somos seres do discurso e que somos constituídos pelos significados diversificados em que vivemos. Devemos  compreender que convivemos com diversas culturas.
 A palavra Queer tem significado com ESTRANHO, queer também é uma forma antiga de se referir com agressividade aos homossexuais, porém a palavra foi reformulada e enfim adaptada para virar de ponta cabeça seu significado real.
 A abordagem queer desestabiliza a posição privilegiada de heteronormatividade, à qual é dado o direito de tolerar outras sexualidades, tem o objetivo de não contemplar qualquer sentido de normalidade para a sexualidade, inclusive da heterossexualidade. Essa abordagem é muito mais transgressiva do que aquela que defende a política da identidade calcada em visões essencialistas da sexualidade.
 Evidentemente existem professores que não se sentem à vontade ao discutirem o tema Sexualidade em sala de aula por medo de serem taxados por terem algum posicionamento, falta portanto algum preparo à eles.
 Uma das características da teorização é recusar qualquer essência para a sexualidade, uma vez que a posição queer não se qualifica por uma atitude defensiva em relação à sexualidade de qualquer gênero.
 Não faz sentido a sociedade, ou até mesmo educadores, prescreverem ou apresentarem debates ou idéias que impeças as pessoas de procurarem sua felicidade na questão sexual, pois não existe um modelo exato para que nos basearmos e apontarmos. 

ALUNO: JOSÉ REINALDO GEROTTI JUNIOR
R.A: 6446312103

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