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sexta-feira, 29 de março de 2013

Racismo e Segregação nos Estados Unidos da América

E mais um dia se inicia no nosso "Mundinho Globalizado" que supostamente aproxima cada vez mais as pessoas. Seja isso verdade ou não,já fomos convencidos por essa verdade universal utópica.
Talvez,sejamos nós,os brasileiros seres abençoados por Deus e bonitos por natureza,pois nosso país é reconhecido pela simpatia e aceitação cultural do nosso povo.
Acredite se quiser, apesar de tanta desigualdade social,preconceito mascarado e
essa velha mania de inferioridade, o nosso país ainda assim é um exemplo de diversidade e aceitação se comparado com outros países "mais desenvolvidos".
Os EUA por exemplo,por lá as diferenças são categoricamente separadas,sem nenhuma interação amigável entre negros e brancos.
Um bom exemplo é o que acontecia nos ônibus,os negros podiam utilizar o transporte ,contanto que se sentassem no fundo.
Não demorou muito para que houvesse uma revolução: O Movimento dos Direitos Civis dos Negros nos Estados Unidos.
Na década de 1960Malcolm X, com um discurso mais virulento, e Martin Luther King Jr., um pacifista, reclamaram o fim da discriminação institucional. A marcha sobre Washington  e a concessão do  Prêmio Nobel da paza King em 1964 trouxeram atenção mundial para a causa afroamericana. A Lei dos Direitos Civis de 1964 e a  Lei dos Direitos ao voto 1965, ambas promovidas pelo presidente Lyndon B. Johnson, do Partido Democrata, codificaram as conquistas dos negros. Elas asseguraram o fim da segregação racial em espaços públicos, ainda que sejam propriedade privada, e o voto universal, independentemente de nível educacional ou condição social.

Martin Luther King Jr.

Malcolm X

 Lyndon B. Johnson

Essas homens foram os símbolos dessa luta em busca dos direitos dos negros,porém toda sua  luta não alcançou o objetivo almejado em sua totalidade.
Ainda hoje a situação de segregação é comum  um exemplo são as praias americanas.



Como no exemplo são proibidas as pessoas brancas.
Depois de tantos anos de sofrimento e humilhações toda essa parte da população começou a revidar. Já que por tanto tempo a comunidade negra foi excluídas dos lugares frequentados por brancos,aos poucos foram sendo criados locais exclusivamente para negros,mas essa foi só uma consequência dessa revolta acumulada por tantas décadas.
Mas será esse o caminho para igualdade?
Será que se igualar ao opressor é o caminho para o fim do sofrimento?
O melhor caminho para o fim da desigualdade é sempre pacífico e só pode ser trilhado com a companhada pela sabedoria.
O preconceito deve ser vencido em todas as situações,só assim conseguiremos chegar a um consenso e enfim a paz.


quarta-feira, 20 de março de 2013


                                  Cultura afro-brasileira


O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África e, por isso, a cultura desse continente exerce grande influência, principalmente na região nordeste do Brasil. Hoje, a cultura afro-brasileira é resultado também das influências dos portugueses e indígenas, que se manifestam na música, religião e culinária.
Devido à quantidade de escravos recebidos e também pela migração interna destes, os estados de Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados.
No início do século XIX, as manifestações, rituais e costumes africanos eram proibidos, pois não faziam parte do universo cultural europeu e não representavam sua prosperidade. Eram vistas como retrato de uma cultura atrasada. Mas, a partir do século XX, começaram a ser aceitos e celebrados como expressões artísticas genuinamente nacionais e hoje fazem parte do calendário nacional com muitas influências no dia a dia de todos os brasileiros.
Em 2003, a lei nº 10.639 passou a exigir que as escolas brasileiras de ensino fundamental e médio incluíssem no currículo o ensino da história e cultura afro-brasileira. Para ajudar na criação das aulas e na abordagem pelos professores, o Sinpro-SP preparou um site com várias dicas e material para estudo.

Música


A principal influência da música africana no Brasil é, sem dúvidas, o samba. O estilo hoje é o cartão-postal musical do país e está envolvido na maioria das ações culturais da atualidade. Gerou também diversos sub-gêneros e dita o ritmo da maior festa popular brasileira, o Carnaval.
Mas os tambores de África trouxeram também outros cantos e danças. Além do samba, a influência negra na cultura musical brasileira vai do Maracatu à Congada, Cavalhada e Moçambique. Sons e ritmos que percorrem e conquistam o Brasil de ponta a ponta.
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
O samba é a principal influência da cultura africana e cartão-postal musical do Brasil

Capoeira

Inicialmente desenvolvida para ser uma defesa, a capoeira era ensinada aos negros cativos por escravos que eram capturados e voltavam aos engenhos. Os movimentos de luta foram adaptados às cantorias africanas e ficaram mais parecidos com uma dança, permitindo assim que treinassem nos engenhos sem levantar suspeitas dos capatazes.
Durante décadas, a capoeira foi proibida no Brasil. A liberação da prática aconteceu apenas na década de 1930, quando uma variação (mais para o esporte do que manifestação cultural) foi apresentada ao então presidente Getúlio Vargas, em 1953, pelo Mestre Bimba. O presidente adorou e a chamou de “único esporte verdadeiramente nacional”.

Religião

A África é o continente com mais religiões diferentes de todo o mundo. Ainda hoje são descobertos novos cultos e rituais sendo praticados pelas tribos mais afastadas. Na época da escravidão, os negros trazidos da África eram batizados e obrigados a seguir o Catolicismo. Porém, a conversão não tinha efeito prático e as religiões de origem africana continuaram a ser praticadas secretamente em espaços afastados nas florestas e quilombos.
Na África, o culto tinha um caráter familiar e era exclusivo de uma linhagem, clã ou grupo de sacerdotes. Com a vinda ao Brasil e a separação das famílias, nações e etnias, essa estrutura se fragmentou. Mas os negros criaram uma unidade e partilharam cultos e conhecimentos diferentes em relação aos segredos rituais de sua religião e cultura.
As religiões afro-brasileiras constituem um fenômeno relativamente recente na história religiosa do Brasil. O Candomblé, a mais tradicional e africana dessas religiões, se originou no Nordeste. Nasceu na Bahia e tem sido sinônimo de tradições religiosas afro-brasileiras em geral. Com raízes africanas, a Umbanda também se popularizou entre os brasileiros. Agrupando práticas de vários credos, entre eles o catolicismo, a Umbanda originou-se no Rio de Janeiro, no início do século 20.

Culinária

Outra grande contribuição da cultura africana se mostra à mesa. Pratos como o vatapá, acarajé, caruru, mungunzá, sarapatel, baba de moça, cocada, bala de coco e muitos outros exemplos são iguarias da cozinha brasileira e admirados em todo o mundo.
Mas nenhuma receita se iguala em popularidade à feijoada. Originada das senzalas, era feita das sobras de carnes que os senhores de engenhos não comiam. Enquanto as partes mais nobres iam para a mesa dos seus donos, aos escravos restavam as orelhas, pés e outras partes dos porcos, que misturadas com feijão preto e cozidas em um grande caldeirão, deram origem a um dos pratos mais saborosos e degustados da culinária nacional. 

Multiculturalismo - Homossexualidade



                                                           MULTICULTURALISMO


O Multiculturalismo é o reconhecimento das diferenças, da individualidade de cada um. Eis então que surge a confusão: Se o discurso é pela igualdade dos direitos, falar então em diferenças parece ser uma contradição.
 A igualdade de que se refere é igualdade perante a lei, é a igualdade relativa aos direitos e aos deveres. As diferenças às quais o Multiculturalismo se refere são as diferenças de valores, costumes, etc, uma vez que se trata de indivíduos de raças diferentes entre si.
No Brasil, o convívio multicultural não deveria representar um obstáculo, pois a sociedade brasileira resulta da mistura de raças (negra, branca, índia), cada qual com seus valores, seus costumes, seu modo de vida, e da adaptação dessas culturas umas às outras, numa troca de culturas. Devemos entender que dessas misturas de culturas nasce um brasileiro.
 Somos filhos desse hibridismo, e somos mundialmente conhecidos por abrigar diversas culturas, portanto, espera-se de nós, como brasileiros, que lidemos facilmente com as diferenças.
 Mas infelizmente não é assim que acontece.           
 Sendo as culturas produtos de determinados contextos sociais, se determinada cultura é posta em contato com outra, necessariamente, sob pena de ser sufocada, uma delas se adaptará à outra. Tal exigência de adaptação às necessidades sociais não é especificidade do mundo globalizado. A adaptação das culturas é algo próprio de cada momento, uma vez que a sociedade se transforma conforme se constrói a história. Cada sociedade busca para si aquilo de que necessita em certo momento. Assim, se determinada cultura não lhe serve, então, deverá adaptar-se ou desaparecerá. 
 As sociedades de hoje, nas quais é preciso distinção dos indivíduos para que se identifiquem enquanto seres humanos e enquanto membros de determinado contexto social, e também, diante das possibilidades postas pela globalização, o conflito de culturas é inevitável, contudo, necessário.
 A globalização aproxima cada vez mais grupos de culturas diferenciadas. Assim, a diversidade cultural deixa de ser alvo de intensos debates. Um grande desafio frente colocado por essa realidade é que se pretende o igual, mas ao mesmo tempo, exige-se o diferente.
 Independente de quais forem as exigências do mundo globalizado, recentemente se afirma a certeza do necessário convívio em uma sociedade cuja realidade é multicultural. Para isso, é preciso reconhecimento e respeito as diferenças de cada individuo.
 O reconhecimento faz a diferença, ele é quem dá o ponto de partida para que se possa conviver em harmonia, não com os iguais, já que igualdade só deve existir do ponto de vista legal, mas sim, do ponto de vista humano e social.
 Atualmente, as escolas por serem consideradas como espaço legitimo onde se dá o processo de socialização, é por esse motivo, o ambiente mais apropriado no qual mais se discute a diversidade, seja ela racial, cultural e social.
  Atualmente, para que este processo aconteça é necessário o convívio multicultural que implica respeito ao outro.

 INTRODUÇÃO

 O presente artigo tem como objetivo analisar a realidade sobre o preconceito sexual, onde podemos perceber que até hoje a sexualidade continua sendo um assunto de grande intriga para o ser humano. 
Embora muitas mudanças tenham acontecido no mundo em que vivemos, tanto como a tecnologia, a modernidade surgindo, e algumas pessoas continuam agindo com indiferença quando a homossexualidade é abordada, continuando assim com seus preconceitos e idéias primitivas diante desse assunto. Nesse artigo pretendemos identificar e conhecer realmente como as pessoas homossexuais enfrentam no dia a dia esse preconceito.
A palavra preconceito, assim como é definido na sociologia e para Paula Faria, o próprio nome já diz, é algo que está preconcebido ou predeterminado é a atitude de espanto e indignação das pessoas diante daquilo que é diferente a elas ou aos seus padrões dentro de uma sociedade. Sem saber o que é realmente aquilo que está a nossa frente criaram esse preconceito, onde muitas vezes julgamos outras pessoas injustamente ou as maltratamos, sem pensar nas consequências desses atos.
Para tanto se utilizou principalmente os autores que abordaram em seus livros questões relacionadas com o tema, como Marta Suplicy, Perry Garfinkel, Sigmund Freud e Burrhus Frederic Skinner.
A pesquisa visa identificar se as questões expostas pela literatura consultada se fazem presente em nossa sociedade.

EGO

 Mas, existe uma função reguladora deste "princípio do prazer", que atua como uma censura ante aos nossos desejos, que é chamada de ego. Precisamos desta função reguladora para nos adaptar ao meio em que vivemos. Nós mesmos começamos a reprimir nossos próprios desejos, já que percebemos que não vamos poder realizar tudo o que quisermos. 
 Pôde se concluir que um dos motivos que levam um homossexual a não querer se expor, segundo Garfinkel (1985), seria que: “Os homossexuais assimilam muito dos estereótipos que o público acata como sendo verdade, e este acaba criando uma auto-aversão de si próprio”.
 De acordo com a literatura consultada, principalmente de Garfinkel e Suplicy, pode-se perceber que o preconceito e a visão estereotipada do homossexual é antiga. Apenas o que mudou foi que apesar do homossexual sempre estar presente em nosso meio e sempre ter existido, eles eram encobertos pela sociedade e até mesmo algumas vezes reprimidos pela mesma, e passaram a lutar mais por seus direitos como cidadão, a reivindicar mais.
 No entanto, constatou-se que o preconceito não parte somente da sociedade e sim também do próprio homossexual, pois eles próprios deixam de frequentar lugares, sentem medo de que sua sexualidade interfira nos seus assuntos acadêmicos e profissionais. Até mesmo na hora em se referir a si mesmos eles se referem como pessoas diferentes ou inferiores, pois muitas vezes limitam-se sem perceber com seus dizeres ou com seus atos e gestos.
 O preconceito dos entrevistados se faz presente principalmente quando um deles relata não querer adotar uma criança simplesmente pelo fato de não ser egoísta e pensar nessa criança, no preconceito que ela sofreria nos lugares que frequentasse, o que ela própria pensaria por ter um “pai” e uma “mãe” do mesmo sexo, isso demonstra que muitas das vezes que acreditam estar sendo alvo de preconceito pelas pessoas da sociedade esses homossexuais assumem em primeiro lugar por própria iniciativa um preconceito estabelecido sobre si, pois não dão abertura para outras pessoas ou estão sempre com essa ideia fixa na cabeça que todos estão olhando ou falando deles.

FONTE: PORTAL EDUCAÇÃO 


CULTURA HOMOSSEXUAL

 Mais de 2 milhões de pessoas devem acompanhar, hoje, a parada gay na Avenida Paulista. Muitos lembrarão que até mesmo no nome ela deve algo ao movimento gay americano e ao modelo que adotou, vindo dos EUA, mas o fato é que já existe uma homocultura brasileira que permite, por exemplo, o lançamento simultâneo de quatro livros sobre o assunto, um deles escrito por um padre inglês, católico, que escolheu o Brasil para viver, James Alison (leia entrevista nesta página), autor de Fé Além do Ressentimento. Os outros três livros, de alguma forma, dialogam entre si, tratando da evolução dessa homocultura não só no Brasil como no mundo.
 Retratos do Brasil Homossexual - Fronteiras, Subjetividades e Desejos reúne ensaios apresentados no IV Congresso da Abeh - Associação Brasileira de Estudos da Homocultura, realizado em 2008. Em Cine Arco-Íris (Edições GLS), o ativista paulistano Steve Lekitsch faz um apanhado de 270 filmes com temática homossexual realizados nos últimos 100 anos. Finalmente, em La Identidad Homosexual - De Platón a Marlene Dietrich, Paolo Zanotti, professor italiano de Literatura, examina a formação da homocultura desde os antigos gregos até Marlene Dietrich, ícone gay por causa de filmes como Marrocos. Nos últimos anos de vida, a atriz estava tão obcecada pela ideia de que podia ser contaminada pelo vírus da aids que evitava abrir cartas de seus fãs homossexuais, encarregando a filha de espalhar, após sua morte, que a mãe se contagiou pelo correio.
 Essa revelação de La Identidade Homossexual vem seguida de uma interessante observação do autor. Zanotti, recorrendo à ensaísta americana Susan Sontag, diz que os gays reagiram à aids - e às atitudes adversas como a de Dietrich - usando a estratégia de dar uma imagem de si mesmos a mais saudável possível. Essa imagem de saúde pós-aids, que se traduz nos "sarados" da parada gay, coincide, segundo Zanotti, com o único ideal de autocontrole proposto em nossos dias - "o autocontrole em nome do corpo, da dieta, da forma física". Desde os anos 1980, esse ideal, diz o autor, se difunde com sucesso. O homem gay, conclui, "se converteu num exemplo mais aperfeiçoado do macho prototípico, um hedonista com corpo de ginasta."
 Zanotti vai mais longe, citando Pasolini. Quando o cineasta italiano se rebelou contra a "nova" homossexualidade, estaria justamente criticando a identificação dos gays com traços da cultura que o oprime. Talvez isso explique o sucesso do filme O Segredo de Brokeback Mountain (foto maior), um dos analisados no livro Cine Arco-Íris, ao envolver dois caubóis rudes num relacionamento que termina de forma trágica, com um deles sendo espancado até a morte por homofóbicos. O autor do livro, Lekitsch, não adota o tom ensaístico de Zanotti. Escreve apenas pequenas sinopses dos filmes, esquecendo títulos fundamentais que tiveram um papel histórico na luta pelo reconhecimento dos direitos civis dos homossexuais, como Meu Passado Me Condena (Victim, 1961), o filme de Basil Dearden que ajudou a mudar a lei que considerava a homossexualidade crime na Inglaterra.
 A homocultura e os direitos humanos, aliás, é o primeiro capítulo de Retratos do Brasil Homossexual. No texto inaugural, a advogada Maria Berenice Dias analisa a união homoafetiva na Constituição Federal e propõe a elaboração de um Estatuto da Diversidade Sexual, a exemplo dos estatutos do Idoso, da Criança e do Adolescente. A inexistência de um "discurso específico da homocultura", conclui o escritor João Silvério Trevisan no livro, revela que o movimento pelos direitos homossexuais no Brasil "continua tateando até hoje".
 De qualquer forma, o papel dos pioneiros é lembrado no livro até por estudiosos estrangeiros como o acadêmico Robert Howes, do King"s College de Londres. Ele analisa a obra literária do pouco conhecido escritor pernambucano Gasparino Damata, um dos criadores do Lampião (primeiro jornal gay brasileiro), que foi suboficial no United States Transportation Corps na 2ª Guerra e relatou sua experiência amorosa com um soldado americano em Queda em Ascensão, publicando depois A Sobra do Mar (1955), sobre um marinheiro que é desejado pelo capitão do navio, como o Querelle de Genet. Graças a Damata e outros pioneiros, como Adolfo Caminha, autor de O Bom Crioulo, os gays desfilam hoje, orgulhosos, em carros alegóricos, não em deprimentes viaturas de polícia.

FONTE: ESTADÃO 26/06/2011

Homofobia na escola

 Quando falamos sobre a homo e até mesmo sobre a bissexualidade, ainda são assuntos delicados no ambiente escolar. O preconceito ainda existe tanto pelos alunos como por alguns professores, e a falta de técnicas pedagógicas adequadas para lidar com essa diversidade sexual faz com que a homofobia seja um problema presente nas salas de aula, não só do Brasil mas de todo o mundo. Um estudo divulgado em 2004 pela Organização das Nações Unidas para a educação (UNESCO) revelou que quase 40% dos alunos entrevistados não gostariam de ter homossexuais como colegas de turma, e mais de 35% dos pais prefeririam que estes não fossem amigos de seus filhos. No ambiente escolar, tanto a homo quanto a bissexualidade seriam considerados como desvios de conduta.
  De xingamentos à agressões físicas, o preconceito tem várias formas de manifestação entre crianças e adolescentes. Piadas, cochichos e a exclusão e as agressões físicas e verbais trazem conseqüências psicológicas para o jovem. O preconceito pode muito bem acabar interferindo no seu desenvolvimento escolar, suas relações sociais e a auto aceitação.
  O olhar homofóbico tem muitas origens. De muitas delas, nenhuma se destaca mais do que a família. Desde pequenas as crianças são orientadas pelos pais e familiares a distinguir os brinquedos, roupas, até mesmo desenhos, de menino dos de menina. Os pais acham que estão ajudando na educação e formação dos filhos, porém, tudo o que conseguem é influenciar o olhar preconceituoso da criança.
Muitos pais não aceitam a orientação sexual de seus filhos por medo de que estes sofram preconceito, alguns discriminam  por acharem uma prática e uma forma de vida abominável perante Deus e a sociedade que eles, os pais, não querem se envolver.
Eis que então surge a seguinte questão: COMO DEVE SER DIISCUTIDA A HOMOSSEXUALIDADE NA ESCOLA? Para isso acontecer, é necessário que exista um vínculo entre profissionais da educação e os estudantes, para que assim, ambos se sintam confortáveis ao tratar da temática e para expressar que as orientações sejam assimiladas.


Como o professor deve lidar com o assunto?
 O professor deve abordar o tema da maneira mais delicada possível, afinal de contas a homossexualidade ainda é considerada tabu, tudo deve ser debatido conforme a necessidade da classe.
 É importante deixar claro que, existem pessoas que sentem desejo pelo sexo oposto (heterossexuais), e existem outras que sentem isso pelo mesmo sexo (homossexuais). Abordar temas assim faz parte do trabalho do professor que decide abordar a temática sexual em sala de aula. O professor deve ainda ressaltar que o desejo pelo mesmo sexo não é uma vergonha, nem um crime e muito menos uma doença,  essa informação é algo que deve ser de conhecimento tanto dos alunos quanto dos pais.


Como lidar com a homofobia na escola?
A alternativa é sempre fazer da ampliação da cidadania tema das aulas. Ou seja, se o professor trabalhar com os estudantes os princípios da dignidade humana, da liberdade e da igualdade, a sala de aula irá se tornar um campo fértil para boas práticas pedagógicas sobre o tema. É importante passar informações cientificas e propiciar o debate de temas pertinentes à idade de cada turma, tentando sempre aplacar as angústias dos adolescentes em relação ao assunto. A seguir alguns métodos para lidar com a homofobia e as diversas orientações sexuais na escola:
- Reprimir os comentários preconceituosos entre os alunos. - Acolher e fortalecer os jovens que se isolam do grupo por ter comportamento diferente do padrão - Promover um debate franco sobre a necessidade de respeitar as diferentes orientações sexuais - Incentivar que os estudantes tirem as próprias conclusões. - A opinião do professor sobre o tema deve ser dada apenas no final das discussões - Apresentar aos alunos dados e pesquisas sócio-culturais sempre que possível - Manter a discussão genérica, sem se intrometer na intimidade da garotada - Propor atividades que favoreçam a participação dos mais tímidos - Fazer um "contrato" com a turma para garantir que tudo o que for discutido não seja usado em comentários maldosos nos corredores nem para julgar os colegas - Convidar os pais, sempre que possível, a participar de um bate-papo sobre homofobia e diversidade sexual em sala de aula com os estudantes Como lidar com a homofobia em casa? Assim como na escola, é preciso muito diálogo e cuidado para não incentivar possíveis preconceitos. Jamais critique os homossexuais e, se perceber que seu filho está nutrindo algum tipo de preconceito, converse sobre isso com ele. Assim como o racismo e o antissemitismo, a homofobia não pode ser tolerada em casa, na rua e muito menos na escola.